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#LulaLivre – Fizemos a nossa parte

Por Wilson Ramos Filho, membro do Leme

Nos últimos três anos lutamos pela democracia. Mesmo sem ilusões com o mito do Estado de Direito, uma ilusão sob relações capitalistas de produção, exigimos o cumprimento das promessas plasmadas na Constituição.

“Fizemos a nossa parte. O mundo inteiro sabe que Lula é preso político e que a LavaJato foi uma farsa armada para impedi-lo de voltar, pelo voto popular, ao governo”

Nos opusemos ao Golpe, denunciamos seus reais objetivos, combatemos a farsa da operação LavaJato. Fomos para as ruas, nos mobilizamos, agitamos as bandeiras da distribuição de renda, enfrentamos os obscurantistas. Avisamos que Bolsonaro faria o que está fazendo, alertamos que a crença em deus daria nisso. Estamos mobilizados permanentemente.

Publicamos 11 livros

Publicamos 11 livros para contribuir com a discussão política, para disputar a hegemonia, para estabelecer a narrativa verdadeira do que vivenciamos no Brasil. Ao Resistência ao Golpe de 2016 seguiram-se o A Classe Trabalhadora e o Golpe de 2016 e o A Resistência Internacional ao Golpe. Na sequência editamos dois livros descortinando as reais motivações para a ruptura institucionais, com o A Reforma Trabalhista e com o Reforma Previdenciária e a Classe Trabalhadora, explicando que os golpistas visavam transferir renda de quem trabalha para quem nos explora.

Quando o Judiciário resolveu perseguir a esquerda e seu maior líder publicamos dois volumes analíticos, um sobre a Sentença de Moro, outro sobre o Acórdão do TRF4 que confirmou e ampliou a condenação de Lula sem crime e sem provas.

Deu no que deu: Bolsonaro foi eleito e está destruindo o país. A responsabilidade é toda do Poder Judiciário, que deveria ter impedido o Golpe

Às vésperas das eleições de 2018 fizemos publicar um denso livro defendendo A Soberania Popular e a Candidatura Lula. Foi em vão. O Judiciário estava comprometido com o golpe e com os escusos interesses que se articularam para instaurar o Estado de Exceção no Brasil.

Publicamos a Enciclopédia do Golpe

Para recontar o enredo omitido publicamos a Enciclopédia do Golpe, em dois volumes: o primeiro sobre os diversos seguimentos sociais golpistas, o segundo sobre o Papel da Mídia no Golpe de 2016.

Deu no que deu: Bolsonaro foi eleito e está destruindo o país. A responsabilidade é toda do Poder Judiciário, que deveria ter impedido o Golpe e não poderia ter atentado contra a democracia impedindo Lula de ser candidato. Fizemos a nossa parte, mas foi insuficiente.

Prenderam o Lula sem crime, sem provas e sem o trânsito em julgado da decisão condenatória. A ilegalidade poderia ter sido evitada pelo STF, mas o Judiciário era parte constitutiva do Golpe.

Depois de quase 600 dias de prisão injusta, enfim, o STF iniciou o julgamento sobre a possibilidade de prisão após a segunda instância. Os votos eram previsíveis. Contra a democracia, a favor dos desmandos da LavaJato, AM, LRB, LEF e FUX. A favor do que consta na Constituição, MAM, RW e LEW.

O julgamento interrompido será retomado hoje

O julgamento interrompido será retomado hoje. Possivelmente votarão com a Constituição os ministros GM e CM. Alinhada aos golpistas votará a ministra CL. Caberá ao presidente Toffoli decidir pela manutenção das aparências de que ainda existe Estado de Direito no Brasil ou por escancarar estarmos sob um Estado de Exceção.

Com as revelações da VazaJato publicamos o Relações Obscenas e estamos preparando o Relações Indecentes. Ninguém de bom caráter pode, depois desses livros, negar que Lula foi perseguido pelo MPF e pela JF.

Fizemos a nossa parte

Fizemos a nossa parte. O mundo inteiro sabe que Lula é preso político e que a LavaJato foi uma farsa armada para impedi-lo de voltar, pelo voto popular, ao governo.

Dentro de algumas horas saberemos o que será do país nos próximos anos. Dentro de poucas horas será decidido que tipo de país o Poder Judiciário legará às próximas gerações.

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